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domingo, 21 de abril de 2013

39a. Reunião - 16/04/2013


Estava digitando o resumo da última reunião e lembrei-me de uma frase que ouvi de uma senhora nesta semana que passou: 
“Pôxa, sempre que ela me encontra, pergunta sobre meu filho que foi assassinado durante um assalto ela sabe, ele está morto, por que sempre me pergunta, e ainda diz ser minha amiga…É uma realidade que não tenho como modificar, dói muito, mas tenho que continuar vivendo”. Ela se referia a uma amiga que sempre que a encontrava lembrava o episódio e isso me fez pensar em nós e o Crohn/ Retocolite Ulcerativa.

É nossa realidade e não temos como modificar e muito menos pedimos ou somos culpados em ter, então quando ouvimos alguém comentar, como por exemplo, durante nossas reuniões, é como se fosse uma “amiga intrometida”, mas no bom sentido. Tentamos entender a preocupação, a ansiedade e o medo dos novatos, todos nós passamos por esta fase e, principalmente dos pais, em especial as mães.

Sim, tudo que é desconhecido nos causa medo, mas se tivermos conhecimento poderemos lidar melhor com a situação, não é? Inclusive, recebi email de um leitor, portador de Crohn  solicitando orientação quanto a indicação de profissionais em SP e comentou que ao acessar o blog, percebeu que o tratamento vai muito além e a informação é muito importante.
Relatei isso por conta de um acontecido durante a última reunião, quando uma mãe ficou exaltada e até comentou que estaríamos fazendo mais mal à filha dela que já estava sentindo-se mal por conta dos sintomas ainda sem um diagnostico fechado. Sim, num primeiro momento pode acontecer, mas se tivermos paciência (sim, após tantos anos de DII, conclui que a paciência é a virtude que mais preciso desenvolver), veremos que cada caso é um caso, e que mesmo os mais sofridos conseguem tirar algo de bom ao final.

E, após o choro, nada como uma conversa descontraída e animada com quem passou e passa pela DII, não é Ana Cristina, Ana Paula, Eliane, Sueli, Cláudia? Cada uma a sua maneira passou um pouco da experiência e ao final conseguimos arrancar um sorriso da D. Iara que estava toda tristinha, encabulada e medrosa e também da mãe e filha que chegaram assustadas. Por tudo isso, é que vemos o quanto vale a pena o trabalho de formiguinha onde cada uma carrega a sua folhinha e reparte com o outro.  Acredito que estamos indo bem!

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